Ferramentas

 

1. A localização

A exposição

A melhor orientação para plantar uma horta é para o sul. Nesta orientação, a horta irá receber toda a luz e calor, necessários para um bom crescimento.

O vento

O ideal para proteger as hortas do vento é rodeá-las com uma sebe. Devemos ir controlando a sua altura, podando-a e evitando assim que faça sombra ao terreno cultivado. Os arbustos frutíferos, como o framboeseiro, fazem sebes magníficas.

O acesso

Quando projectamos a horta, temos de reservar um espaço para o acesso de carrinhos de mão, maquinaria, etc., por exemplo, para o transporte de adubos. Também temos de prever alguns caminhos de circulação.

A superfície

Se tivermos uma parcela de, pelo menos, 100 m2, podemos plantar e colher alimentos para 2 ou 3 pessoas. Devemos fazer umas divisões para cultivar diferentes variedades de legumes.

A rotação de culturas

Com o uso, a terra vai perdendo nutrientes; por isso, devemos deixá-la repousar, alternando a localização das culturas. Por exemplo, os tubérculos (cebolas, cenouras,…) são as que mais consomem a terra e, por sua vez, deixam crescer as ervas daninhas. Pelo contrário, os legumes de semente são muito bons para fertilizar a terra.

A disposição

O ideal é estabelecer um plano anual de rotação de cultivos para que a terra se recupere e, desta forma, aproveitar o solo o melhor possível. Se numa mesma superfície cultivarmos legumes de crescimento rápido, podemos fazer duas colheitas por ano.

O tempo

Temos de ter em conta que o cuidado de uma horta irá ocupar-nos muito tempo. Para se manter uma horta de 100 m2, serão necessárias cerca de 300 horas de trabalho.

2. A terra

A sua estrutura

Uma terra bem estruturada absorverá e reterá as substâncias nutritivas dos adubos. Para saber se a nossa terra está bem estruturada e, em caso contrário, como modificá-la, analisamos a sua natureza. Desta forma saberemos que legumes irão crescer melhor.

 

A sua composição

Os elementos indispensáveis para ter uma boa terra para o correcto crescimento das plantas são: nitrogénio (N), fósforo (P) e potássio (K). Um factor vital é o grau de acidez da terra. Para corrigi-lo, podemos encontrar diversos produtos que variarão a sua estrutura.
O ideal para proteger as hortas do vento é rodeá-las com uma sebe. Devemos ir controlando a sua altura, podando-a e evitando assim que faça sombra ao terreno cultivado. Os arbustos frutíferos, como o framboeseiro, fazem sebes magníficas.

O húmus

Ao misturar húmus com a terra, conseguimos aligeirá-la e fazer com que retenha melhor água, evitando a sua secagem. Existem produtos já preparados que incluem turfa (para solos calcários), folhas (os mais cumuns), ou a terra vegetal (para solos muito ácidos).

A cal

A cal utiliza-se para modificar a taxa de acidez da terra e a que se utiliza para os cultivos é a cal de algas marinhas ou a cal de magnésio. Em terras pouco ácidas, adicionamos cal de 3 em 3 anos e em terras muito ácidas, adicionamos todos os anos.

A areia

Se o nosso solo for muito arenoso, este não irá reter a água da chuva ou da rega e muito menos os seus nutrientes. Para evitar esta situação, misturamos húmus e argila. Se, pelo contrário, o solo for demasiado pesado e argiloso, acrescentamos areia lim- pa e não salgada como, por exemplo, a do rio.

O adubo

Se tivermos espaço e os resíduos necessários, nós mesmos po- demos elaborar o adubo. Para isso, fazemos camadas de 20 a 30 cm de: resíduos vegetais (flores murchas, folhas secas, relva cortada, resíduos de legumes, serradura ou mesmo papel) por uma espessura de terra; calcamos tudo e regamos regularmente para acelerar a sua decomposição.

3. Preparação da terra

Lavrar

Temos de lavrar os terrenos pobres a uma profundidade de 60 cm para revolver e oxigenar a terra. Se lavrarmos a uma profundidade maior, só contribuímos para colocar a terra não fértil à superfície. Por isso, só trabalhamos a camada superficial fértil.

Os torrões

Uma terra descuidada de torrões (blocos de terra). Devemos trabalhar a superfície, partindo os torrões com um sacho, um motocultor ou uma forquilha para favorecer a penetração do ar e da água.

O adubo

Espalhamos todo o adubo que tivermos elaborado à base de resíduos vegetais no Outono sobre a terra antes de ser lavrada.

A desinfecção

A terra está repleta de vida e nela encontramos vermes e larvas. No momento de lavrar, temos de ir apanhando todos os vermes que vemos. Mas, para eliminar inclusive as larvas, adicionamos um insecticida à terra enquanto a revolvemos.

Usar o ancinho

Na Primavera, passamos o ancinho e, se acharmos conveniente, podemos adicionar antes húmus ou adubo. Para evitar levantar pó, no dia antes das sementeiras, regamos ligeiramente a terra.

4. A sementeira

As parcelas

A forma de organizar uma horta é formar parcelas de 3 a 4 metros de comprimento por 1,20 metros de largura e separadas 30 cm entre si. Estas dimensões e o caminho deixado entre as parcelas irão permitir-nos passar à vontade com um carrinho de mão.

A germinação

Para que as sementes cheguem a germinar, devem ter calor; caso contrário, a humidade apodrece-as. Todas as sementes devem ser semeadas durante o período indicado na sua embalagem, mas evitando os dias chuvosos, com preferência para os dias de tempo ameno.

Uma colheita temporã (amadurecimento mais rápido)

Há variedades de legumes, como as cenouras da Primavera, os rábanos ou as alfaces que são de crescimento temporão. Isto irá permitir-nos aproveitar mais a horta e plantar uma segunda colheita no Outono. Mas, para isso, devemos semeá-los antes numas estufas para acelerar o seu crescimento.

As estufas

Para acelerar o processo de crescimento dos legumes e vegetais,estes são semeados em estufas totalmente protegidas do frio. A estufa é colocada num local bem soalheiro e é aberta para ser arejada com o bom tempo. Desta forma, as sementeiras crescem de 3 a 4 semanas mais depressa do que ao ar livre.

O aquecimento

Outro sistema para fazer crescer as sementeiras mais cedo é fazê- las dentro de vasos que colocamos perto de uma fonte de calor, como, por exemplo, no interior de casa perto de um radiador.

Em terreno aberto

Para saber exactamente qual o local de sementeira, fazemos uns sulcos em linha recta com o ancinho e estes são marcados com um cordel. Vamos espalhando as sementes, as mais gordas de 4 em 4 e depois passamos com o ancinho para tapá-las. Quando a superfície estiver seca, regamos com um difusor de chuva.

5. Cuidados a ter

A transplantação.

Existem variedades de legumes que não se semeiam directa- mente em terreno aberto, mas sim numa estufa ou numa parcela muita bem orientada para o sol, sendo posteriormente transplantadas para a terra. O momento do transplante é quando já estão crescidas e demasiado juntas umas das outras. Em primeiro lugar, transplantamos as mais fortes e vamos fazendo o mesmo com as outras à medida que vão crescendo.

Tratamentos

Alguns dias depois de aparecerem as primeiras folhas, pulverizamos um fungicida sobre os rebentos. Se a superfície do solo secar, regamos com um pulverizador, de preferencia à primeira hora da manhã ou à tarde. As plantas jovens necessitam de uma rega frequente mas moderada para que não apodreçam.

Eliminar ervas daninhas

Cerca de duas vezes por mês, pelo menos, eliminamos e limpamos as ervas daninhas dos caminhos. Em função dos legumes que cultivamos, escolhemos determinados herbicidas que não sejam prejudiciais para a nossa plantação. Outra forma de evitar que as ervas daninhas cresçam é cobrir o solo com um plástico preto ou com uma camada de palha.

Outros inimigos

Além das ervas daninhas, há pragas de animais muito prejudi- ciais para os nossos cultivos, como as lesmas ou os caracóis que eliminamos com iscas envenenadas. Também há produtos especiais para combater parasitas e criptógamos. Contudo, temos de ter em conta que temos de os deixar de aplicar 15 dias antes da colheita.

A conservação

Existem variedades de legumes muito tardias que só se reconhecem no meio do Inverno. As raízes estão protegidas pela terra e pelas folhas mortas. Se o solo ficasse demasiado endurecido, não se poderiam colher e morreriam.

O armazenamento

Depois de fazer toda a colheita, o sistema de armazenamento é diferente em função do alimento. A maioria dos legumes com raízes (cenouras, nabos, beterrabas, mas excepto as batatas) é guardada em montes cobertos por uma camada de terra. Só devemos armazenar vegetais secos e sãos. Outros legumes podem ser guardados no congelador. Para saber exactamente qual o local da sementeira, fazemos uns sulcos em linha recta com o ancinho e estes são marcados com um cordel. Vamos espalhando as sementes, as mais gordas de 4 em 4 e depois passamos com o ancinho para tapá-las. Quando a superfície estiver seca, regamos com um difusor de chuva.

6. Tabela de sementes

Devido aos diversos climas existentes no nosso país, a orientação das propriedades, os ventos, as geadas, as diferenças climatéricas e particulares de cada ano, convém ter em conta que um Calendário de Sementeiras é sempre orientativo.

 Artigo de:AKI

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *