A herança do património cultural e gastronómico dos habitantes do baixo Alentejo.

O queijo Serpa DOP é um queijo curado, de pasta semimole, amanteigada com poucos ou nenhuns olhos, obtida por esgotamento lento da coalhada após coagulação do leite cru de ovelha, estreme, por ação de uma infusão de cardo (Cynara cardunculus L.).

Método de produção: O fabrico é efetuado duas vezes por dia, de modo a reduzir o mais possível o espaço de tempo decorrido após a ordenha. A maturação faz-se em locais de cura natural ou instalações de ambiente controlado. O tempo de cura é de 30 dias. Sofre duas salgas, sendo a primeira aquando da filtragem e a segunda já depois da massa estar encinchada e preparada para o esgotamento do soro.

Características particulares: O queijo Serpa DOP tem como particularidades de processo o facto do corte ser feito com apenas quatro movimentos, praticados com base em crenças religiosas. Tem ainda a singularidade do pano utilizado para a filtração do leite ser dobrado rigorosamente 40 vezes.

Área de produção: Área de produção: A área geográfica de produção abrange os concelhos de Mértola, Beja, Castro Verde, Almodôvar, Cuba, Ourique, Moura, Serpa, Vidigueira, Aljustrel, Ferreira do Alentejo, Alvito, Odemira, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal, nos distritos de Beja e Setúbal.

História: O fabrico do queijo Serpa DOP tem por base a receita do queijo Serra da Estrela DOP, que se complementa com os recursos utilizados e as características edafo-climáticas desta região, tornando-o num queijo muito particular. A primeira referência bibliográfica foi feita em 1905, por Joaquim Rasteiro, para o “Congresso de Leitaria”.

Produzido com leite de ovelha Campaniça, Merino Branca, Merino Preta e Lacaune, num clima quente e seco com diversos pastos, o queijo Serpa DOP Ovelha caracteriza-se pelo seu involucro ligeiramente rugoso de cor amarelo-palha e pelo paladar rico, forte e picante.

Fonte:DGADR